sábado, 25 de janeiro de 2014

Palácio e Quinta da Bacalhoa - 25 de Janeiro 2014


Há mais de 40 anos recebi como prenda um livro em cujas guardas figurava este painel de azulejos. Desde então que queria visitar o Palácio da Bacalhoa. Custou mas foi!



Pátio de entrada do Palácio



Perspectiva de um dos torreões



Entrada do Palácio


Interior do Palácio:









 

A "Varanda de Lisboa". O dia não estava limpo. Mas, com (muito) esforço, podem avistar-se na foto as silhuetas do Cristo-Rei e da Ponte 25 de Abril



O "Jardim do Buxo":








A "Casa do Lago":






Cá está! O nosso azulejo datado mais antigo - 1565. "Susana surpreendida pelos velhos"


____________________________________________
____________________________________________

Do programa também fazia parte a visita à sede da empresa "Bacalhoa Vinhos de Portugal" - proprietária do Palácio - , alguns quilómetros distante


"Blue dog". Parece que o autor do mastim o imaginou como uma crítica metafórica à sociedade de consumo (!?) Porquê dar dinheiro por um cão de raça, quando há tantos cães sozinhos ou abandonados...


Uma árvore kaki, da mesma estirpe da que sobreviveu ao bombardeamento de Nagasaki




Esta é uma "simples" oliveira com mais de 2000 anos, aqui refugiada do enchimento de Alqueva. Há muitas outras dessa proveniência, no recinto




Os guerreiros de terracota perseguem-me! :)
(Convém lembrar que a empresa pertence a Joe Berardo)



"Sem título". Mas não é preciso. Cutileiro, claro!



Adega do Moscatel


Adega do tinto e (mais um) local de exposição de azulejos...


...onde se inclui, entre outros, um Pomar






Relicários destinados a conservar restos mortais





Pirogravuras moçambicanas




Esculturas convocando o espírito da fertilidade


"What a wonderful world", um outro espaço expositivo, dedicado aos estilos art nouveau / art déco:





E estes malandrecos (em cujas lentes se pode ler "50% ao mês"!) são do nosso Bordalo Pinheiro


Número extra: no parque de estacionamento da empresa, realizava-se um encontro de Porsches...




Webgrafia:




domingo, 1 de dezembro de 2013

Casa da Cerca, Almada - 30 de Novembro 2013

A Casa da Cerca retira o seu nome da cerca que a rodeia, ela própria já construída sobre a cerca medieval de Almada.
O edifício foi construído em duas campanhas de obras, separadas pelo terramoto de 1755, que muito o danificou.
Ocupada por Junot, que aí se instalou, voltou posteriormente a ser utilizada como residência privada.
Abandonada e em decadência, veio por fim a pertencer à Câmara de Almada, que a recuperou e dela fez, desde 1993, a sua casa das artes.
A Casa está pois a comemorar 20 anos, nomeadamente através da exposição colectiva "Casa ocupada".


Pátio, vendo-se "Utramar com cinco cabeças", de José Bechara


Centro de Documentação



Galeria do pátio


"O feijoeiro", de João Pedro Vale, no salão nobre



"Memória do esquecimento", de Sofia Leitão, na cisterna


 "Sem título", de Sofia Leitão, na sala de reuniões



"Dream houses", Manuel Caeiro, galeria do pátio



"Meridian House", Ângela Ferreira, no jardim



No jardim foi agora instalado o "Chão das Artes", um espaço que se caracteriza pelo facto de que todas as plantas aí presentes terem qualquer espécie de utilização nas artes - e assim é que se divide em zonas como o Jardim das Telas, o Jardim dos Óleos, o Pomar das Gomas, o Jardim dos Pigmentos...









Pela sua localização, a Casa da Cerca, é um excelente miradouro sobre Lisboa






domingo, 3 de novembro de 2013

Povoado Pré-histórico de Leceia - 1 de Novembro de 2013


Duas versões da planta do castro




O Povoado Pré-histórico de Leceia, conhecido desde 1878, só foi explorado mais de cem anos depois, em sucessivas campanhas, a partir de 1983.

O PPL terá sido habitado desde o Neolitico final até ao Calcolítico (Idade do Cobre) e ainda nos primórdios da Idade do Bronze, num período que decorreu desde há 4000 anos até há 2500 anos).

Tratava-se de um dispositivo defensivo relativamente importante, com três linhas de muralhas e várias torres, aproveitando a estratégica localização, no alto de uma colina. A existência próxima de água  - a ribeira de Barcarena - terá também contribuído para a escolha do local.
Havia também espaços para habitação e para armazenamento de cereais.
Provavelmente, em tempos mais agitados, o recinto providenciaria abrigo a outras comunidades, já que a fragilidade e pouco número de habitações encontradas não justificaria a grandiosidade da estrutura defensiva.


Celeiros para armazenamento de cereais

Base de uma das torres das muralhas (a construção cilíndrica, por detrás, é um moinho, do século XVIII)

Bases de habitações

Restos de lareira


O espaço museológico do PPL está instalado na Fábrica da Pólvora:


Fábrica da Pólvora  - Pátio do Sol

Fábrica da Pólvora, Pátio do Sol: o Ar

Fábrica da Pólvora, Pátio do Sol: o Fogo

Fábrica da Pólvora, Pátio do Sol: a Água

Fábrica da Pólvora, Pátio do Sol: a Terra


 ↑ Fábrica da Pólvora - Pátio de Santa Bárbara ↓


No café onde se acabou a tarde, ainda reinava o Halloween


Fontes: Desdobrável da Sala de Arqueologia do CEACO (Centro de Estudos Arqueológicos do Concelho de Oeiras)
Painéis da Exposição Monográfica do Povoado Pré-Histórico de Leceia

Mais informação: http://arqueo.org/top-10/leceia.html